Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

PORTA-TRAVESSA TÉRMICO


O porta-travessa térmico é dupla-face, usado para o transporte de alimentos prontos, quentes ou frios, adaptado para travessas de todos os tamanhos com a regulagem do velcro.

TOALHA COBRE-SALADA


Esta toalha feita em patchwork e aplicada serve para cobrir saladas, pães, pastas ou o que desejar sobre a mesa, além de poder ser usada em mesas pequenas de cozinha ou sobre a tampa do fogão.

Domingo, 7 de Junho de 2009

NINHOS



Uma emoção enorme que quero partilhar com todo mundo: tem um ninho de picapau cheinho de filhotes numa árvore de meu jardim. Quase não acreditei quando vi. Saía pra caminhar bem cedo e ouvia aqueles pios, mas pensei que eram do ninho de maritacas que tem há tempos numa outra árvore, em frente à varanda do quarto. Acordamos todo dia com aquele alvoroço e meu coração se enche de alegria. Muitas vezes rio sozinha, lembrando de Fernanda Yang que detesta canto de pássaros. Já ouvi ela falando numa entrevista que gosta é de barulho de carro, que essa coisa de curtir natureza é monotonia demais. Sei não, mas penso que ela nunca acordou assim, em estado de graça...
Ainda bem que tem quem curte, como os fotógrafos de aves que estiveram aqui ontem. Ficaram a manhã inteira de butuca e colheram cenas lindas - o pai vigiando a porta do ninho, a mãe buscava comida e entregava pro pai, que se virava e dava pros filhotes. Voltava à posição de guarda e esperava a passarinha voltar com mais alimento. Lindo demais! O fotógrafo Daniel mandou estas fotos. É ou não é de encantar???
Claro que como gosto muito de pensar, lá vou eu viajar nas idéias dos outros ninhos que temos na vida, a começar pelo meu. Minha casa é um ninho muito acolhedor e seguro pra nós e nossos filhos. Não é à toa que, por enquanto, nem cogitam a possibilidade de casamento, pra não sair de baixo de nossas asas. Dia desses um deles me perguntou se rolava de construir mais um andar acima, se decidisse se casar. Minha ficha demorou a cair de que ele 'tava com intenção de continuar morando aqui.
Como assim? Vê lá se vou deixar fazer "puxado" em minha casa? Vou é nada.
Aí ele respondeu: "Tá bom, então não caso"...rs
Boa desculpa pra quem não quer casar, né não?
E os ninhos que encontramos pela vida? O colo de meu marido, os abraços e cheiros de meus filhos, a casa de mamãe, a fazenda de Cachorrão e Tê, a comunidade de Noiva do Cordeiro, meu atelier cheio das amigas que aparecem pra tomar café no meio da tarde, as prosas com com amigos de caminhada, a casinha mágica de Amélia em Casabranca - bem no meio da mata, as cachoeiras de Minas, nossos acampamentos... Todos os ninhos são aconchegantes se estivermos confortáveis neles.
Acontece que tem gente que tá sempre cobiçando o ninho do outro, e são essas pessoas que nunca se aquietam, vão morrer buscando o que não tem. Ô dó delas...

Domingo, 17 de Maio de 2009

GRATIDÃO

Não sei exatamente o que me leva a falar disto, mesmo porque não existe nenhuma palavra mais bonita e difícil de descrever que esta, pelo menos pra mim. Penso que a vontade de escrever chegou ontem, num instante, quando vi tanta alegria na cara de meus filhos e amigos, que participaram de uma recepção em nossa casa. Foi lindo, emocionante até, sentir o quanto estavam todos bem neste mundo tão bacana que é o nosso.
Dormi pensando nisto e, quando acordei e vi o sono de paz de meu marido a meu lado, tive certeza de que a felicidade existe. Tenho esta certeza sempre - ao acordar Tuti pra ir à escola; ouvir um "bom dia" de Memê - que chega pra trabalhar antes do dia clarear; tomar café sempre bem acompanhada de Pedro; chegar ao atelier e recomeçar a fazer o que gosto; ver minha princesa descendo as escadas pra mais um dia de criações maravilhosas em sua oficina de jóias; cuidar dos eternos machucados de Hugo, esfolado pelas manobras de skate; almoçar com todos eles todos os dias; rir ao telefone com mamãe e Tê, que são muito engraçadas; receber mensagens amorosas dos amigos...
A tudo o que acontece em minha vida sou grata. Em tempos muito difíceis agradeci, porque as coisas só podiam melhorar – e melhoraram. É isto - tento o tempo todo transformar a adversidade em oportunidade. Já me acostumei tanto a ser assim que nem preciso me esforçar, acontece.
Pena que numa vida tão corrida a maioria das pessoas ache mais prático reclamar que ter olhos atentos pra ver o que a vida tem de bom. A passagem por aqui pode ser leve, alegre, generosa. O problema é que pra muitos é difícil, senão impossível, ter a visão de um mundo cheio de graça.
Que tal começar agora a brincar de gratidão? Eu começo: agradeço a você por estar presente em minha vida, ainda que de longe, vendo meu blog e torcendo por mim.
Pra continuar a brincadeira me mande uma mensagem agradecendo a primeira coisa que passou pela sua cabeça. V'ambora ver onde isto vai parar...

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

NOIVA DO CORDEIRO

Amigos, Walmir escreveu um protesto no blog dele - www.walmir.carvalho.zip.net que transcrevo aqui pra vocês. Mais uma vez queremos levar ao conhecimento de todos quanto possível a linda história da comunidade.




VALE COMETE GROSSA INJUSTIÇA
Em ação incompreensível a Vale retirou o canal de satélite que permitia à comunidade Noiva do Cordeiro ter acesso à internet.
Noiva do Cordeiro é o melhor exemplo de comunidade que eu conheço.

Há uma comunidade socialista no interior de Minas Gerais.
Chama-se Noiva do Cordeiro.
No fim do século XIX, a jovem Maria Senhorinha de Lima, nascida no povoado de Roças Novas, distrito de Belo Vale, casou com um descendente de franceses, Arthur Pierre. Infeliz no casamento, deixou o marido e foi morar com o moço Chico Fernandes no local onde acabou sendo criada a comunidade.
Aquela atitude deixou a população escandalizada e os poderes públicos e religiosos irados. Que direito tinha aquela mulher de abandonar o marido e juntar-se ao homem que amava e amou por toda a vida?
E veio a revanche, a vingança.
Padre Jacinto – santo homem como era conhecido – excomungou-a e à sua descendência até a quarta geração.
Com a excomunhão veio a difamação.
Mesmo quando visitava os parentes, Chico Fernandes não podia dormir dentro da casa deles, era obrigado a dormir no paiol. Era um adúltero também.
Ainda assim, o casal seguiu sua vida, gerou filhos e filhos, fizeram larga descendência, e a comunidade cresceu.
Cresceu, mas o preconceito e o isolamento também cresceram junto. As mulheres, quando iam à cidade de Belo Vale, sede do distrito, eram chamadas de prostitutas. As crianças podiam freqüentar a escola, mas eram apartadas do convívio com outras crianças, ninguém falava com elas, de modo que muitas deixaram de se formar.
Por volta dos anos 1940, o pastor Anísio Pereira se apaixonou por uma das netas de Maria Senhorinha, a jovem Delina, casou-se com ela fundou a Igreja Evangélica Noiva de Cordeiro, que deu o nome do lugar.
Os preceitos dessa Igreja eram duros, restritivos, as mulheres não podiam usar maquiagem, não podiam cortar os cabelos, controlar a natalidade, música era proibida, tinham que usar vestidos compridos.
E havia o jejum. Obrigatório. Dois dias inteiros por semana. E uma hora de oração matinal todos os dias. Aquilo prejudicava o trabalho.
Apartados da fé católica, o preconceito crescia contra eles na cidade de Belo Vale e nos povoados vizinhos. Difícil para os homens conseguirem trabalho, ainda mais que eram limitados pelos dois dias semanais de jejum. Foi uma época longa de duras privações.
As mulheres da comunidade começaram a perceber que a Igreja não trazia tantos benefícios e que, pelo contrário, dificultava a vida e o sustento e, aos poucos, se afastavam dela.
Então uma das filhas de Delina e do pastor Anísio casou-se.
Para a festa do casamento exigiu música. Bateu o pé, queria porque queria.
Foi contratado um sanfoneiro.
Crianças que nunca tinham ouvido música na vida gostaram. Dançaram. Todos entraram naquele forrozinho.
A partir daí, a igreja definhou, até que foi derrubada; no seu lugar ergueram o bar da comunidade onde se reuniam para cantar, dançar, para se divertir.
Simbólico - no lugar da igreja opressora um espaço de convivência e alegrias.
Excomungadas pela igreja católica derrubaram a igreja evangélica e passaram a viver uma vida sem religião – mas com muita fé em Deus -, sem dogmas e sem formalidades.
Namoram, casam.
Se uma jovem quer casar-se com véu e grinalda eles organizam tudo. Um veste-se de padre, outros fazem papel de padrinhos, encenam o casamento.
Se não, há uma cerimônia em que falam os pais, os amigos, os noivos e estão casados.
Se não querem mais continuar casados, separam-se.
“Aqui nunca houve traição”, me conta o Iran.
Pelo domingo, à tarde, fizeram brincadeira de “como é a música”. O Celso cantava a música e em certo momento parava. Era auxiliado por outro rapaz que ia passando as páginas onde estavam escritas as letras das músicas. Aí um grupo tinha de continuar, dizendo pelo menos uma seqüência exata de sete palavras que completavam a letra da música. Um grupo competia com outro. Pois o Celso, o que cantava – e têm bom equipamento de som – vai se casar com a Taninha. E o rapaz que o auxiliava fora casado com Taninha. Tivera com ela um garoto espoleta, o Marco Antônio, agora com oito anos. E todos se dando muito bem.
Onde uma coisa assim pode acontecer com naturalidade? Não sei de nenhum outro, a não ser lá.
Delina me disse: “Professor, aqui nunca tem discussão, não é briga não, discussão”. E penso que não tem mesmo. Nos dias que passei lá não ouvi um palavrão, uma palavra ríspida.
Pode parecer que exagero, eu mesmo, muitas vezes duvido do que vi. “Será que encenaram para mim?”.
“Não é possível”, penso depois. Cheguei lá de supetão, sem convite e, num instante estava à mesa com eles almoçando, um quarto preparado pra eu descansar, as conversas. Uma naturalidade estarrecedora.
Há inúmeros bebês, acredito que uns oito. Eu não conseguia saber quem era filho de quem. Todos cuidavam de todos. Só perguntando pra saber. E tanto quanto as mulheres os homens cuidam deles. Vão passando de mão em mão. Não choram. Minha mulher falou: “Acho que esses meninos são mudos. Eles não choram, não?”
Voltando:
Esta vida desligada dos dogmas das igrejas – e ainda assim profundamente religiosa - dificultou a integração com os outros povoados, com a sede do município. As mulheres eram consideradas prostitutas, mulheres perdidas, submetidas a constantes humilhações. Os homens casados com elas eram criticados, voltavam para casa humilhados, às vezes furiosos.

Liderados por Delina, aquela jovem que se casara com o pastor Anísio, homens e mulheres da comunidade Noiva do Cordeiro suportaram os piores anos de exílio com paciência e trabalho, com solidariedade e, pouco a pouco, organizaram-se.
Tudo o que produzem é de todos. As terras, as casas, o produto do trabalho.
As mulheres dizem com orgulho que “somos nós”.
E dividem tudo entre si.
Eu e minha mulher levamos uns presentes da segunda vez que fomos lá. Sorteamos. Uma delas recebeu um “kit descanso”, travesseirinho que se põe sob a nuca e saquinho de cereais aromatizados que se põe sobre os olhos ao deitar. No dia seguinte ela levantou-se alegre e passou o kit a outra. “Hoje é sua vez de descansar com ele, Nelma.”
As roupas das crianças são lavadas, passadas, empilhadas. De um lado estão as roupas dos menores em sucessão de tamanhos até a roupa dos maiorzinhos. Nenhum deles tem a “sua” roupa. Até isto é dividido. Esta divisão prática e fraterna é, eu penso, um dos inícios da educação comunitária que está presente em tudo, a todo instante.
Uma parte dos homens mora na comunidade, outra parte trabalha em Belo Horizonte em algumas metalúrgicas e no Ceasa.
Vindos de uma cultura comunitária, criaram também sua comunidade em Belo Horizonte. Trata-se de uma casa no bairro Pindorama onde moram juntos.
Viajam segunda-feira para Belo Horizonte e voltam na sexta-feira para Noiva do Cordeiro.
Com os ganhos do trabalho em Belo Horizonte complementam a renda da comunidade.
Em Noiva do Cordeiro cada um faz a atividade que gosta, e faz bem. Escolhem entre fábrica de roupas, cozinha, limpeza, criação, horta, etc.
Só nas épocas de mutirão na roça todos se juntam.
Aí é uma festa de mulheres em maioria no plantio, capinas e colheita. Orgulham-se muito de suas roças.
O paiol vive repleto.
Contaram, mostraram: têm arroz ainda da safra de 2005. O excedente de milho e feijão é vendido.
Elas detestam sair de lá.
“Uma vez fui a Belo Horizonte. Entrei numa loja pra comprar e deixei minha carteira no balcão. Roubaram ela. Hoje, quando vou lá, ando agarrada com a minha bolsa na Avenida Afonso Pena com medo de ser roubada outra vez”.
Os novos casais constroem suas casas em volta da grande casa da comunidade.
Nesta casa todos se juntam para as refeições, para as diversões de teatro, advinhas, baralho, etc - para tomar decisões presididas por Delina, por sua filha Rosa – hoje vereadora eleita com os votos da comunidade – e pelo Iran, presidente da Associação Comunitária.
Em Noiva do Cordeiro há cinco grupos de teatro que eles, curiosamente, dividem em Romance, Drama e Comédia e fazem festival anual. Inventaram seu próprio teatro que começou para instruir atitudes e hoje se expandiu para reforço da história da comunidade, para a invenção cênica. Um teatro ingênuo, comovente e divertido que emociona a comunidade inteira dentro do grande salão da Casa da Comunidade.
As mulheres que conseguiram suplantar as humilhações e têm formação de segundo grau criaram uma escola. Nela, duas vezes por semana dão aulas para as que precisam. Mas as crianças, hoje, já freqüentam aulas da escola pública municipal no distrito de Roças Novas.
O preconceito vai sendo vencido.
É uma sociedade socialista e um matriarcado.
O professor Gil Amâncio que foi lá comigo da terceira vez disse: “Walmir, isso aqui só deu certo porque é comandado pelas mulheres”.
Pode ser. A liderança das mulheres é límpida, salta aos olhos, mas não diminui os homens que se integram a tudo com naturalidade.
Com a Associação Comunitária para correm atrás de recursos e lutam por seus direitos.
Conseguiram a primeira escola de informática do interior de Minas Gerais, através de convênio com o Governo Federal e com a Vale do Rio Doce.
Conseguiram equipamentos para a fábrica de roupas, trator, uma Kombi para transportes emergenciais.
Têm televisão fechada através de antena da Skay. Uma enorme TV de 40 polegadas no salão da Casa da Comunidade, têm carros, boas casas, conforto simples.
Mulheres e homens são bonitos, muito. As mulheres são muito vaidosas, pintam-se, vestem-se com apuro.
Se vocês as virem não irão acreditar que são lavradoras. Saiu uma foto delas na capa da revista da Emater, órgão de apoio do governo de Minas Gerais aos pequenos agricultores. Quem não souber olha e pensa: “contrataram umas modelos para fazer papel de lavradoras”.
A relação entre todos é inacreditável.
Fui surpreendido muitas vezes. Via uma mulher ou homem trabalhando e, de repente outra se aproximava, abraçava, fazia um carinho e voltava à sua tarefa.
E trabalham em bando, vivem em bando.
Riem e se emocionam com uma facilidade perturbadora.
Fizeram um vídeo, eles mesmos – há um adolescente lá, fera em informáticas e toda sorte de bugigangas eletrônicas – contando a história/estória deles. Filmaram, ele editou no computador, colocou legendas pois o som é confuso. Já devem ter visto o vídeo centenas de vezes e todas as vezes riem e choram.
Vivem a vida de uma sociedade socialista criada na prática, sem nunca terem lido nenhum teórico, nem sabido dessas palavras – socialismo e comunismo – que abalaram o mundo. Não se isolaram da vida das outras pessoas, comunidades, cidades.
Não é comunidade fechada.
Não é comunidade unida por religião, nem é comunidade como a dos quilombos.
Tive vontade, ou melhor, pensei em levar lá o João Pedro Stédile, líder dos Sem Terra, para ele ver o que é, de verdade, uma prática comunitária, socialista ou comunista, seja que nome se queira dar.
Eles estão além de qualquer sociedade que eu conheço.
Fundam-se em cultura própria e em amorosidade.
Quando saio de lá eu penso: “o ser humano tem salvação”.
Voltando:
São praticamente auto-suficientes.
Se a Bovespa quebrar, se a crise econômica atual atingir picos intoleráveis para eles pouco vai mudar.
Bastam-se com seu trabalho. Continuarão tendo casa, comida na mesa e boa convivência.
As crianças são bem cuidadas, os adultos trabalham, os idosos não precisam de asilos. Vivem lá assistidos de uma forma comovente. Vivem em suas próprias casas e as mulheres se revezam: cada dia uma vai lá ficar com eles.
O vivente humano tem salvação.
Agora uma injustiça: a Companhia Vale do Rio Doce – a Vale - terminado o contrato em que, de parceria com o governo federal mantinha um canal de satélite aberto para Noiva do Cordeiro, simplesmente o desligou.
E Noiva do Cordeiro está sem internet.
Faço daqui um apelo a todos quantos possam interferir a favor deles.
Ao presidente Lula, ao governador Aécio, ao Ministro das Comunicações, ao meu amigo Fuad Nomam, à Vale, à Rede Globo que, através da GNT fez um belo documentário sobre a comunidade, ao jornalista Luiz Nassif, ao Rovai, à Miriam Leitão, ao Mino, ao conterrâneo Idelber do Biscoito Fino.
Conto com os meus manos blogueiros de todo o Brasil: Jurandir, Mestre Aderaldo, Liliana, Lelena, Daniel Marques, Prof. Edilson, Srta. Roberta, Manuca do Delícia de Abacaxi de Recife, Vera do Serenade, Vinícius Tavares do Látego de Fortaleza, Antônio Claudino do Preto no Branco, Betina, Dayane, Adélia e tantos outros.
Apelo também aos meus leitores para que divulguem, apelem a autoridades, empresas.
Um Satélite a comunidade da Noiva do Cordeiro não pode conseguir por si.
E olha, rapaz, não são só eles que merecem e têm direito.
Somos nós, brasileiros, que temos o dever de ajudá-los.
Uma comunidade assim é patrimônio de todos.
Aquelas mulheres e homens foram exilados em sua gênese por uma excomunhão da igreja católica.. Não podem, agora, na época da inclusão digital, ser excomungados da internet pela Vale e por descuido dos nossos governos.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

CORDEIRO DE DEUS

Passei o domingo em estado de graça! Eu e Walmir fomos até a comunidade Noiva do Cordeiro. Já sabia um pouco da história porque ele é de Belo Vale; há pouco tempo assistimos um documentário no GNT sobre o assunto, e tivemos muita vontade de conhecer as pessoas de lá. Fomos com pouca expectativa e muito medo. Não podíamos imaginar como seríamos recebidos - e nem se nos receberiam - mas fomos. Encaramos uma estrada de terra péssima, destruída pelos temporais que assolaram a região, e por pouco não desistimos.
Inexplicável... esta é a única palavra possível pra descrever o que vivemos naquele mundo - sim, porque é mesmo um outro mundo, de solidariedade, respeito e paz.
Fomos acolhidos numa das mesas de almoço, sem que ao menos soubessem de onde tínhamos vindo e o que nos levou até eles. Só depois daquela refeição abençoada e deliciosa foi que deram de conversar.
Meu marido me disse que em 5 minutos não me viu por perto - eu já 'tava que nem pinto no lixo, de tanta alegria, envolvida com cada um que chegava pra se apresentar e desejar boas vindas, com as brincadeiras da meninada, o cheiro bom do café que já vinha da cozinha, enfim, completamente envolta naquela mágica do afeto. Disse que eu parecia ser um deles, e foi o que verdadeiramente senti, é o que quero ser, se me permitirem - um deles.
Embora vivendo noutro lugar, outro tipo de vida, um pedaço de meu coração ficou quando nos despedimos. Não queria vir embora e ao mesmo tempo queria muito, pra contar aos nossos filhos o que vimos lá e voltar com eles. Felizmente viemos com o retorno marcado pra muito breve, e isto aconchega meu coração já saudoso.
Na comunidade vivem cerca de 300 pessoas, a maioria mulheres. Cuidam uns dos outros, aram e roçam a terra, plantam, costuram, fazem teatro, bordam, dançam, cantam, tudo isso juntos. Nunca vi tamanha harmonia em nenhum lugar.
Lutam todo o tempo contra o preconceito por não terem uma religião definida, por viverem isolados - não por escolha, mas porque foram isolados pela sociedade - batalham cada passo. Percebi que, na verdade, não é preconceito o que a sociedade tem contra eles - é inveja. Causa inveja a alegria, a força, a coragem, o grande amor que permeiam aquela grande família. Quem não se sente merecedor de estar junto deles se vale do preconceito para não declarar a inveja.
Eu e Walmir voltamos conversando sobre aquele arcebispo de Recife que julgou, valendo-se da teologia para justificar as intempéries ditas, o aborto autorizado na criança de 9 anos que foi estuprada pelo padrasto. O tal arcebispo condenou, como se um Deus fosse, uma criança a morrer em vida, amparado nas suas verdades insanas, com a sensibilidade de uma pedra.
Ah, arcebispo, o senhor está perdendo uma grande chance de saber o que é amor! Vá até o lugar descrito e veja se é ao menos comparável no caráter e na dignidade com qualquer uma daquelas pessoas que lá vivem...
Não quero acreditar nesse Deus que condena, pune, maltrata. Prefiro aceitar o Deus que existe em meu coração e encontrei em cada um - que respeita, ama, cuida, preza e, principalmente, não julga.
Delina, Élida, Flávia, Rosa, Elaine, Iara, Taninha, Marco Antônio, Iran, Cláudia, Vilma, Juliana, todos que não sei o nome, cada um daqueles é sim, um Cordeiro de Deus, que nasceu, cresce e vive a verdade e a grandiosidade generosa do amor.

* Quem quiser conhecer mais um pouco da comunidade entre no site: www.noivadocordeiro.com.br

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Gatos

Os gatinhos foram criados em homenagem ao artesanato japonês, para trazer boa sorte a quem for presenteado. Delicados e cheios de detalhes, são confeccionados em 2 tamanhos - os menores para decorar e os maiores (sentadinhos na almofada) além de decorar servem ainda como peso de papel e escora-portas. Cada gato ou gata tem um nome original e vem com a mensagem.






Mascotes do Aconchego

Os mascotes do aconchego são monstrinhos antialérgicos, confeccionados em malha e pluma hipoalergênica. Como são feitos artesanalmente, nenhum fica igual ao outro. Cada formato tem um nome: JUVENAL, GODOFREDO, HORÁCIO e a princesinha ZELDA - única menina. Além de lindos são fofos e aconchegantes!!!








Quinta-feira, 5 de Março de 2009

COMO DAR REMÉDIO A UM GATO

Esta é dedicada a Tê, minha irmã linda, encantadora, parceira até mandar parar, que não gostava de gatos e hoje sonha em ter um gatil.
Liliana, amiga do peito, postou as instruções de como dar remédio a um gato em seu blog "Pontuando". Gente, juro por Deus que já vivi com meus gatos uma história tão, mas tão parecida, que penso que a pessoa que escreveu se inspirou em mim.
Divirtam-se!
Bejim

"Como dar remédio a um gato:
1. Pegue o gato e o coloque em seu braço esquerdo, como se estivesse segurando um bebe. Posicione o dedo indicador e o polegar em cada canto da boca do gato. Pressione levemente para que ele abra a boca. Tão logo isto aconteça, coloque o comprimido em sua boca. Permita que o gato feche a boca e engula a pílula.
2. Pegue a pílula no chão e o gato de trás do sofá. Encaixe-o no seu braço esquerdo e repita o processo.
3. Apanhe o gato no quarto e jogue fora o comprimido encharcado.
4. Pegue um novo comprimido, coloque o gato em seu braço esquerdo e segure as suas patas traseiras com a sua mão esquerda. Force-o a abrir a boca e empurre o comprimido para o fundo de sua boca com o indicador. Feche sua boca imediatamente e conte até 10 antes de soltá-lo.
5. Apanhe o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Peça ajuda a alguém.
6. Ajoelhe-se no chão com o gato preso firmemente entre seus joelhos, segurando suas quatro patas. Ignore os grunhidos emitidos pelo gato. Peça à outra pessoa que segure com força a cabeça dele enquanto você abre a boca. Coloque uma espátula de madeira o mais fundo que puder. Deixe o comprimido escorregar pela espátula e esfregue a garganta do gato vigorosamente.
7. Apanhe o gato que está grudado no trilho da cortina e pegue outro comprimido. Lembre-se de comprar uma nova espátula e remendar a cortina. Cuidadosamente enrole o gato numa toalha de modo que apenas sua cabeça fique de fora. Peça para a outra pessoa mantê-lo assim. Dissolva o comprimido em um pouco de água, abra a boca do gato com o auxílio de um lápis e despeje o líquido em sua boca.
8. Veja na bula do remédio e veja se ele é nocivo para humanos. Beba um pouco de água para acalmar-se. Faça um curativo no braço do ajudante e limpe o sangue do tapete com água morna e sabão.
9. Busque o gato no vizinho. Pegue um novo comprimido. Bote o gato dentro do armário da cozinha e feche a porta, mantendo a sua cabeça para o lado de fora. Abra a boca com o auxílio de uma colher de sobremesa. Jogue o comprimido para dentro da boca do bichano com o auxílio de um estilingue.
10. Vá até a garagem e apanhe uma chave de fenda para colocar a porta do armário no lugar. Coloque uma compressa fria nos arranhões do seu rosto e cheque quando tomou pela última vez a vacina anti-tetânica. Jogue a camiseta fora e apanhe outra em seu quarto.
11. Chame o corpo de bombeiros para apanhar o gato do alto da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se machucou tentando desviar-se do gato. Pegue o último comprimido do frasco.
12. Amarre as patas dianteiras nas traseiras com uma corda de varal e prenda o gato no pé da mesa de jantar. Coloque luvas de jardinagem. Abra a boca do gato com uma pequena chave inglesa. Coloque o comprimido seguido de um pedaço de filé mignon. Segure a cabeça dele na vertical e derrame meio copo de água para ajudá-lo a engolir o comprimido.
13. Peça à outra pessoa para levá-la ao pronto socorro mais próximo. Sente-se tranqüilamente enquanto o médico costura seus dedos e braços e remove partes do comprimido que ficaram encravadas no seu olho direito. Pare na primeira loja de móveis no caminho de casa e encomende uma nova mesa de jantar.
14. Procure um veterinário que faça atendimento a domicílio

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

DEIXAR-SE CUIDAR

Meu marido teve uma crise renal e ficamos no Life Center por umas 6 horas, ele no soro tomando uma batelada de remédios e eu observando a movimentação. Citei o hospital porque este é – ou propaga ser – uma referência em atendimento hospitalar: prédio novo, instalações ultra-modernas, atendentes com belos e irretocáveis uniformes (que não maquiam a impaciência e a raiva por estarem trabalhando em pleno domingo à noite, como se dor escolhesse hora pra chegar), três médicos para atender um bando de gente que deu piripaco bem no finzinho do fim de semana. Também eita hora ruim pra adoecer...
Na sala de observação dos doentes total falta de privacidade pr’aquele que está se contorcendo de dor - vinte poltronas e camas bem próximas umas das outras, mal deixando espaço pro braço esticado com o soro. Todos ouvem e alguns até palpitam e comentam sobre a moléstia do vizinho. Uma lástima. O plano de saúde que também tem um marketing de ser o melhor virou SUS...
Descrevi o fato que me levou ao hospital pra tratar dos pensamentos que tive enquanto permaneci por lá. Além de ficar mal impressionada com o péssimo atendimento, o falatório alto entre os enfermeiros, médicos e acompanhantes como se estivessem numa feira livre, me tocou muito a solidão de alguns pacientes. Não consigo entender como uma pessoa sente-se mal e não tem ninguém pra acompanhá-la a uma consulta médica ...
Foi aí que minha ficha caiu, porque já – mais de uma vez - procurei um centro médico de urgência sozinha. Além de marido e filhos tenho ainda amigos de igual forma encantadores, que sem sombra de dúvida teriam a maior presteza em me acompanhar, mas não, eu não quis incomodá-los. Isto pode ser uma desculpa pra minha arrogância e auto-suficiência, mas sinceramente penso que não. Acho que me incomodei tanto com a solidão daquelas pessoas porque era a minha também, quando esperei não precisar pedir, que alguém iria perceber que eu estava precisando de ajuda e estaria ali, pronto pra decidir por mim se eu deveria procurar ajuda médica.
Lembrei-me de inúmeras situações na vida em que esperei. Continuo esperando.
É a tal da expectativa que, em 19 anos de terapia, não consegui abolir. Racionalmente sei que a responsabilidade desta expectativa é minha, que ninguém tem a obrigação de corresponder a ela, mas ‘tá aqui a danada, me passando rasteira todo o tempo.
Vivo rodeada de pessoas que agem que nem eu – cuidam, cuidam, cuidam e não se deixam cuidar como merecem.
Cláudia, amiga do peito e pra sempre, sabe do que estou falando.
Tô lendo um livro muito lindo – “Comer Rezar Amar”. Gente, que inveja da coragem daquela mulher!!!!!!!! Largou T U D O, literalmente – casa, comida e roupa lavada, trabalho, família e amigos, pra viver uma experiência inexplicável. Como dizemos em minha terra, não dá contado...
Mas não quero pra mim não. Fico com inveja, mas é só pra fazer tipo. Vê se vou largar meu homem, minha ninhada, a cama que me aconchega, pra me aventurar nesse mundão de meu Deus? Vou é nada.
Agora, que dá vontade dá, viu?

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Aprendi com minha mae


RITOS DE PASSAGEM

Filha de imigrante libanês casado com brasileira, minha mãe Teresa ficou orfã aos doze anos. Era a quinta filha das sete mulheres que sobreviveram aos tempos de dificuldade em Itambacuri. Sua mãe – vovó Mariquinha - se foi aos 42 anos, vitimada por um câncer, e deixou o marido - vovô Miguel - com a incumbência de criar as meninas, com idades entre sete e dezesseis anos. As três mais velhas foram colocadas num colégio interno enquanto ele pelejava com as quatro menores, contando apenas com a ajuda da velha empregada Patú.
Mamãe cresceu, ficou uma moça linda e vaidosa, noivou e foi abandonada pelo noivo, noivou de novo e se casou com papai, um velho amigo de infância. Já estava com 28 anos e com medo de ficar no “barricão”, então casou.
Teve três filhos, um menino e duas meninas.
Resolveu estudar. Formou-se professora, achou pouco; fez faculdade de pedagogia, achou pouco; aventurou-se aos trancos e barrancos em cursos de especialização em outras cidades, e passava as férias viajando e estudando; foi professora reconhecida, diretora de escola, supervisora, inspetora. Aposentou-se depois de trabalhar ininterruptamente por mais de quarenta anos.
A filha mais velha – eu – nunca correspondeu aos projetos de primogênita libanesa: se vestir como uma princesa - os vestidos de casa-de-abelha nunca a encantaram; brincar de casinha e de bonecas; aprender a tocar piano; estudar e se graduar em cursos socialmente valiosos – medicina, direito, engenharia, odontologia; demorar a casar pra antes aproveitar bem em cultura e viagens – e depois de casada ficar com o mesmo homem por toda a vida; ser famosa e admirada por sua pura competência...
Fiz tudo diferente. Só gostava de usar saias ciganas; brincava de bolinhas de gude, finca e pipa com os moleques na rua; abandonei as aulas de piano; namorei cedo, casei-me ainda menina, tive 4 filhos e fiz a opção de não trabalhar fora pra cuidar deles; nunca dei importância a diploma; não fiquei famosa; não fiquei casada pra vida toda com o pai de meus filhos; casei de novo com um professor de teatro que nunca usou terno – e ela ama homem de terno; escolhi como profissão a arte de criar com as mãos em meu atelier – sem aposentadoria, férias ou licenças remuneradas.
Tudo errado, não é? Não, claro que não. Sou muito feliz com minhas escolhas, e sei que mamãe também fica feliz me vendo assim.
Ela não sabe ainda, mas em cada tempo de minha vida o que me ensinou foi guia pra que eu acertasse ou, ao menos, tentasse acertar; me deu coragem pra enfrentar os riscos sabendo que seu colo aconchegante estaria sempre quentinho pra mim, se alguma coisa desse errada.
Aprendi com ela a desobedecer, a não me sujeitar às adversidades e continuar celebrando a vida.
Lembro-me com riqueza de detalhes dos natais – a árvore foi exatamente igual durante toda a minha infância, um galho seco pintado com tinta-a-óleo preta, cheio de bolinhas de isopor coladas na tinta ainda fresca, que imagino representassem a neve - os presentes iguais em cores diferentes pra mim e Dalila, minha prima, que passava todas as férias conosco, porque na casa dela não se comemorava nada; os aniversários com enfeites da mesa feitos de isopor e os docinhos coloridos de Satut, grande amiga e quituteira de mão-cheia, regados a ponche de groselha com ½ garrafa de guaraná pra enganar a falta de grana; as semanas inteiras com costureira em casa pra fazer as roupas que usaria na festa de agosto, tudo novo; a primeira comunhão; as formaturas da pré-escola ao curso normal e de contabilidade, onde todas as festas de turma eram em nossa casa; a organização do circo em nosso quintal, que da montagem da tenda até a bilheteria contavam com a mão carinhosa dela; as festas juninas com canjica e quentão de sabores inesquecíveis; a partilha dos animais caçados por papai – capivaras, jacarés, pacas, tatus, peixes - que era feita na calçada do armazém pra vizinhança toda; as fantasias de carnaval prontas pra ganhar concurso...
Em nada do que aconteceu em minha vida faltou mamãe. Sempre ela lá, presente, um grande presente que a vida me deu.
Aprendi que os ritos de passagem importam em tudo o que teremos adiante; o brilho da comemoracão se mantém na sequencia dos fatos posteriores a ela, e só podem nos trazer alegria e boas lembranças. Mostro isto todo o tempo aos meus filhos, marido, amigos, quando em nossa casa é sempre uma festa. Os aniversários, natais, dias dos pais e das mães, páscoa, formaturas, tudo com muita alegria.
Alegria também aprendi com minha mãe, embora ela sempre tenha me comparado a papai – do que me orgulho muito. Sou sim, bem parecida com ele, mas a ela devo tanto aprendizado do que realmente importa.

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

ENCONTROS

ENCONTROS...

Tenho pensado muito sobre os encontros na vida. São sempre surpreendentes, ainda que marcados com pessoas que já conhecemos e em horários pré-estabelecidos. Tem sempre a imprevisibilidade em cada um deles, porque nunca sabemos como estaremos naquele exato momento e nem como o outro vai estar. Podem ser muito bons – e em sua maioria são, mas também ser um “desastre”... depende do que rola naquele tempo.
Aconteceu comigo uma coisa bem bacana que quero contar. Conheço Ione há mais de 10 anos através de seu trabalho como ceramista, junto da amiga Beth, no Arte da Terra. Durante todo esse tempo nunca busquei presentes bacanas de casamento/ aniversário em outro lugar, porque elas e tudo o que fazem é muito especial. Dias atrás passei no atelier e conversamos sobre algumas coisas, dentre elas nosso trabalho como artesãs; foi quando ela me perguntou o que era mesmo que eu fazia e não acreditou quando contei. Me olhou com aquela cara de “como assim, você faz essas coisas e nunca me disse nesse tempo todo em que nos conhecemos?”
No dia seguinte cá estava com uma amiga em meu atelier, se encantando com meu trabalho tanto quanto me encanto com o delas. Daí a sabermos mais uma da outra foi um pulo – falamos de nossas famílias, e depois de fazer as encomendas de algumas coisas pra casa nova de sua filha já me sinto amiga de Tetê, Gui e Tiago, os 3 anjos que serão presenteados. Quando levei tudo pronto, feito sob medida pro novo lar, vi o brilho de encantamento nos olhos dela. Abriu, mostrou pra todo mundo que estava no atelier, mandou mais um tanto de clientes que ficaram curiosas pra conhecer meu canto de arte, enfim, uma bola de neve – e de amizade – muito legal.
É aí que fico pensando o que faz as pessoas se encontrarem em determinado momento e da diferença dos encontros em cada tempo. Acredito ser sempre melhor quando acontecem naturalmente...
Lembro-me de grandes e especiais amigos - alguns de infância, outros mais recentes, e como a vida nos colocou por perto, dentro da vida uns dos outros. Até queria citar alguns e a forma como aconteceu, mas não posso me arriscar a cometer o pecado de esquecer algum, o que certamente ocorreria.
Amanhã é o casamento de Sales (um daqueles amigos do peito) lá em Brasília. Tava animadaça pra ir, mas o médico não achou conveniente por causa da minha coluna que não anda muito benta. Vou ficar daqui com o coração apertado por não estar presente numa hora tão especial da vida dele, mas com as energias todas viradas pra que esteja sempre em paz.
Boa sorte, meu amigo lindo!
Abençoados os encontros na vida de todos nós!!!
Cândida

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

De volta!!!

Tô de volta, gente! Quem acessou o blog no tempo em que andei sumida certamente pensou que eu tinha desistido de aprender as tais “eletrônicas contemporâneas”, mas não. Vou persistir e quem sabe até acabo gostando, né?
Não é à toa que meu apelido na família é Pollyana (todas as minhas amigas já leram Pollyana Menina – Pollyana Moça, aposto). Em tudo o que acontece de ruim sempre vejo o lado bom. Agora, por exemplo, estou com uma inflamação na coluna que me impede de fazer qualquer esforço físico. Além da dor que é constante tem aquele maldito colar que mal me deixa respirar. Resumindo, muitas vantagens:
Vou ficar magrinha porque não consigo comer direito.
To com as cordas vocais praticamente zeradas, há tantos dias sem poder conversar muito.
Fico por dentro de tudo o que acontece no mundo minuto a minuto, já que fico na net todo o tempo. Prá quem detesta computador e tem preguiça até de abrir e-mail tá sendo um bom exercício, é ou não é?
Minha mãe vem me visitar e vamos ficar juntinhas, assistindo até missa e novela (e quem me conhece sabe que tenho irc de tv). Penso que ela vai amar os dias em que ficar aqui, comigo sempre por perto...
Meu marido e filhos `tão carregando água na peneira pra mim – não posso pegar peso nem de um prato.
Tô com 3 motoristas à minha disposição – meus filhotes adoráveis, que se revezam pra me levar e buscar na fisioterapia e fazem tudo o que sempre fiz sozinha – banco, padaria, supermercado... Bom demais!
Prá completar, ontem minha irmãzinha querida me lembrou que tenho um blog, e que desde que o tal foi criado nunca mais escrevi uma linha sequer, então cá estou eu. Pra ficar mais bonitinha a escrita e com todo o tempo que tô tendo descobri até como colocar acentos e cedilha neste teclado maldito, em que aperto uma coisa e sai outra. Máquina de datilografia é mais fácil – o que tecla aparece.
Enfim, acho bom que não esqueçam das coisas bacanas que faço no atelier e vou continuar fazendo assim que ficar boa. Tenho muitas novidades pro natal (comecem a fazer suas listas de presentes especiais), já que fui a SP e comprei tecidos diferentésimos e lindos.
Tenho muitas fotos pra postar, mas isto ainda não aprendi, então quando minha princesa Lis voltar de viagem ela coloca pra vocês verem.
Bejim
Cândida

Domingo, 6 de Julho de 2008

Finalmente...meu blog!

Cedi aos apelos da evolução (evolução?) e concordei em entrar na era cibernética. Não foi assim tão simples, tipo vou fazer um blog e pronto. Meu marido, filhos e amigos vêm me cobrando há muito tempo, mas consegui protelar alegando falta de tempo. Mentira. Não tenho o menor jeito pra lidar com computador nem qualquer coisa ligada às eletrônicas contemporâneas. Sou amante mesmo é de radinho de pilha que só toca e conversa e não inventa moda.
Mas como não sou Pedrita e o mundo anda, preciso ao menos tentar acompanhar. Lis se prontificou a fotografar algumas das coisas que tenho feito no atelier e montar o blog.
Achei bacana, embora ainda prefira mostrar cada coisa na mão, tomando um cafezinho entremeado de boa conversa.
Acredito que cada um que acessá-lo terá uma boa idéia das coisas que faço e vai ter uma vontade enorme de vir aqui.
Sejam bem-vindos!!!
Cândida

BANHO DE SAIS E ERVAS PARA CHUVEIRO

Banho de sais marinhos e ervas, para ser usado no chuveiro. Adapta-se a qualquer chuveiro ou ducha porque é regulável. Completo com 2 sachês, para até 10 banhos. Depois do uso dos sachês que vão no kit completo, o refil poderá ser adquirido diretamente no atelier.


SHORT SAMBA CANÇÃO






Short/ cueca samba-canção UNISSEX
Ficam muito legais para homens e mulheres, podendo ser usados como cueca, short ou pijaminha.

VESTIDOS DE RETALHOS



Vestido de retalhos curto ou longo, confeccionado em puro algodão. Cada vestido é exclusivo na combinação das estampas. Tamanhos P/ M/ G



BANDEIRA BRASIL/ TIME


Bandeira do Brasil no tamanho oficial, com o time de seu coração dentro do losango.

JOGO AMERICANO EM PATCHWORK


AVENTAL HORTA E JARDIM

Avental para jardinagem confeccionado em lona, com 3 bolsos. Acompanha kit de ferramentas.

AVENTAL KAMASUTRA

Avental com estampa divertida, das posições do kamasutra em palitos de fósforo.

SACHÊ DE ERVAS MULTIUSO


Sachê de ervas em tecido, grãos e essências de cravo, canela e alecrim, que pode ser usado de várias maneiras: apoio para chaleira ou travessa, porta-recados, escora-portas, porta-alfinetes, base para controle remoto e mais o que sua imaginação mandar.

KIT RELAXAMENTO



Travesseirinhos para nuca e olhos, feitos de tecidos, grãos e óleos essenciais, que relaxam e harmonizam.

TOALHA DE MESA APLICADA/ BORDADA







Toalha feita sob medida para a sua mesa, com aplicações diversas - gatos, galinhas, trevos de 4 folhas, flores... você escolhe o motivo.

TOALHA DE MESA DUPLA-FACE










Toalha dupla-face em puro algodão, feita sob medida para sua mesa. O centro é no mesmo tecido, mas o barrado de cada face é diferente; assim você terá 2 toalhas em uma.